A discussão ocorre porque é mais difícil monitorar
mensagens enviadas pelo aplicativo do que ligações telefônicas ou e-mails, por
exemplo – o que, segundo alguns países, pode ameaçar tanto a segurança pública
quanto a segurança nacional.
O bloqueio do WhatsApp, no entanto, é visto por muitos como uma
ameaça à liberdade de expressão.
No Brasil, o juiz Luiz de Moura Correa determinou que o WhatsApp seja
bloqueado para forçar a empresa a colaborar com a Justiça em uma investigação
sobre pedofilia que corre sem segredo.
No Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron também critica a falta
de colaboração da empresa em investigações – neste caso, sobre terrorismo.
Em um discurso em janeiro, o britânico disse que tentaria proibir
serviços de mensagens encriptadas – como as do WhatsApp e do Snapchat – caso o
conteúdo não pudesse ser acessado pelos serviços de inteligência britânicos.
A declaração foi feita após os ataques a revista satírica Charlie Hebdo,
em Paris, que aumentaram o temor sobre ameaças terroristas. Já existe uma
pressão para que empresas como Google e Facebook forneçam mais informações
sobre as atividades dos seus usuários, já que há uma forte ação de recrutamento
de grupos radicais pela internet.
"Vamos permitir meios de comunicação que são impossíveis de ler?
Minha resposta é: não, não devemos fazer isso", disse Cameron.
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